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SOBRE B+P

O Brasil Mais Produtivo (B+P) é uma iniciativa do governo federal que visa elevar a produtividade de processos produtivos, com a promoção de melhorias rápidas, de baixo custo e alto impacto. Tendo como foco as pequenas e médias empresas industriais do Brasil, o programa enfrenta de maneira prática e assertiva um dos principais desafios para o desenvolvimento do país: o crescimento da produtividade industrial.


A promoção desse crescimento passa por uma série de medidas, dentre elas, a melhoria da gestão e a otimização da produção no chão de fábrica. Desse modo, o B+P difunde práticas consolidadas pela cultura de aperfeiçoamento contínuo como forma de aumentar a produtividade, reduzir o consumo de energia elétrica e reduzir perdas e desperdícios nos processos produtivos de empresas industriais


Industria Brasileira

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A governança do Programa B+P é exercida por meio de comitês nacionais para cada uma das ferramentas: os Comitês de Orientação Estratégica e os Comitês de Orientação Técnica de Manufatura Enxuta, de Eficiência Energética e de Digitalização e Conectividade. Todos os comitês são coordenados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e compostos pelos parceiros do programa.


Expansões


Para a expansão do programa, tem-se trabalhado com duas frentes:


- Expansão vertical: ampliação dos atendimentos com a utilização das ferramentas da “Manufatura Enxuta" para empresas de outros setores, em parceria com outros Ministérios e instituições interessadas, como por exemplo, o Ministério da Saúde, para aplicação da ferramenta nas empresas de equipamentos médicos e odontológicos;


- Expansões horizontais: projetos-piloto para testar a aplicação de ferramentas de “eficiência energética" e de “digitalização e conectividade" nos processos produtivos selecionados, como forma de aumentar a produtividade.


Na primeira fase, a metodologia aplicada foi a de “manufatura enxuta", que envolve a redução de sete tipos de desperdícios que podem haver em processos produtivos: superprodução, tempo de espera, transporte, excesso de processamento, inventário, movimento e defeitos. O programa teve como meta inicial o atendimento de 3 mil empresas. Essa primeira fase foi concluída no primeiro semestre de 2018.


O programa consiste na realização de consultoria tecnológica in loco, de 120 horas por empresa, para elaboração de diagnóstico de processos, propostas de melhorias para obter ganhos de produtividade, redução no custo de produção e monitoramento de implementação e resultados. O programa tem como meta aumentar em, ao menos, 20% a produtividade das linhas de produção trabalhadas.


O total investido em cada empresa é de R$ 18 mil, sendo R$ 15 mil aportados pelos realizadores do programa e R$ 3 mil pelas próprias empresas, como contrapartida.


Critérios de seleção para atendimento das 3 mil empresas da primeira fase do B+P:

- Empresas industriais com produção manufatureira;

- Empresas de pequeno e médio portes (entre 11 e 200 empregados);

- Preferencialmente empresas que estejam inseridas em Arranjos Produtivos Locais (APLs);

- Produzir nos seguintes setores produtivos: metalmecânico, vestuário e calçados, moveleiro e de alimentos e bebidas


Outros critérios para avaliação também foram usados como alta empregabilidade, potencial exportador, forte presença de pequenas e médias empresas, relevância regional dos setores, além da capacidade de otimização das políticas públicas existentes.


O B+P Manufatura Enxuta é dividido nas seguintes etapas:


a) Prospecção:

Após a inscrição no site e análise das informações, a empresa recebe a visita de um consultor do programa em até três semanas, para verificar adesão da empresa e da linha de produção à metodologia.


b)Preparação:

Na primeira visita são realizados o diagnóstico do processo produtivo da empresa e as medições iniciais, para definir o plano de atendimento e o cronograma de execução. Na sequência, é firmado o contrato entre o Senai, o responsável pela consultoria e a empresa que contratará o atendimento.


c)Melhoria no processo produtivo e monitoramento:

Nessas etapas, são realizados o plano e as melhorias do processo produtivo, com monitoramento de indicadores, para que a empresa pratique e assimile as orientações das práticas de “manufatura enxuta".


d)Encerramento e validação dos resultados:

No encerramento do atendimento, diversos dados da produção são coletados para documentação das melhorias. É elaborado relatório que acompanha o Termo de Encerramento da consultoria, no qual constarão os resultados alcançados, a autorização de divulgação desses resultados e a concordância para realização da última visita de monitoramento do processo da empresa, que deverá ocorrer três meses após a conclusão. Essa última iniciativa valida a sustentação dos resultados.


A avaliação dos resultados é realizada a partir de quatro indicadores:

- Produtividade: o aumento da quantidade de unidades produzidas em um determinado espaço de tempo.

- Movimentação: a diferença entre o tempo de movimentação antes e depois da aplicação das técnicas de manufatura enxuta.

- Qualidade: a diferença entre o retrabalho antes e depois do B+P.

- Retorno financeiro: a diferença entre o custo final e o que foi investido no programa.


Os resultados foram bastante significativos: aumento médio de produtividade de 52,11% na linha de produção onde foi aplicada a metodologia; ganho médio anual estimado sobre investimento total de 11,11 vezes; retorno do investimento total em 5 meses, em média; enquanto a empresa tem retorno de seu investimento em apenas 23,56 dias. Além disso, nas empresas em que havia aderência com subferramentas relacionadas a redução de movimentação e de qualidade, houve uma média de redução de 60,59% de movimentação de trabalho e redução de 64,82% do retrabalho.


Parte do processo de avaliação do programa, nessa edição será realizada a avaliação de impacto para medir como o B+P afeta a produtividade das empresas industriais participantes. Será considerado um amplo conjunto de variáveis quantitativas e qualitativas coletadas em distintos períodos do tempo por meio da aplicação de três questionários (um questionário de linha de base — Q0 — e dois questionários posteriores — Q1 e Q2).


As empresas serão alocadas de forma aleatória, via sorteio, entre dois grupos: atendidas no 2º semestre de 2018 ou atendidas no 1º semestre de 2019. A alocação aleatória e o cronograma de aplicação permitirão uma janela temporal, entre novembro de 2018 e março de 2019, em que será possível comparar o desempenho do grupo que já recebeu o tratamento no 2º semestre do presente ano com o grupo de empresas que serão atendidas a partir de março do próximo ano. Dessa forma, a metodologia garantirá comparabilidade entre os dois grupos de empresas.

Regras para participação


Critérios de elegibilidade

  • Estar localizada nos seguintes estados: Bahia, Goiás, Minas Gerais, Pará, Paraná, Pernambuco, Santa Catarina e São Paulo (selecionados a partir de critérios de densidade industrial, performance de execução na primeira fase do programa e representatividade regional);
  • Pertencer a um dos setores a seguir: Alimentos e Bebidas, Metalmecânico, Moveleiro ou Vestuário e Calçados. A lista de CNAE (detalhamento de 3 dígitos) de cada setor está disponível no formulário de cadastro nesse site;
  • Possuir entre 11 e 200 funcionários;
  • Não ter recebido consultoria em manufatura enxuta nos últimos 24 meses (B+P ou similares).

Requisitos para participação


  • Preencher formulário de cadastro no site do B+P 2018/2019;
  • Receber a visita da equipe do B+P, composta por consultores que realizarão a análise inicial de aderência da empresa;
  • Concordância com regras do programa, incluindo:
    • Responder três rodadas de questionários (questionário linha de base, questionário 1 e questionário 2) de forma completa;
    • Pagamento de contrapartida financeira

Definição de atendidos no B+P 2018/2019

  • Serão visitadas empresas até que seja atingido o limite de 600 empreendimentos aptas e aderentes ao programa (há possibilidade de formação de cadastro reserva);
  • Para estas 600 empresas será feito um sorteio para definir as 300 empresas que receberão o programa em no 2º semestre de 2018 e as 300 empresas que receberão o programa no 1º semestre de 2019;
  • O sorteio seguirá as regras definidas pelo Ipea e disponíveis nesta Nota Técnica.

Confirma a lista das empresas habilitadas
Confirma o resultado do sorteio das empresas habilitadas

O Piloto


Na primeira etapa do B+P, foi realizado o piloto da ferramenta de Eficiência Energética. Foram atendidas 48 empresas de pequeno e médio portes, divididas em dois ciclos de 24 empresas, de modo que fosse possível fazer ajustes na metodologia ainda no piloto.


Na fase piloto, foi aplicada uma abordagem sistemática para o aumento da eficiência energética de sistemas produtivos, por meio da análise e melhorias no consumo de energia de recursos de produção no chão de fábrica de indústrias, utilizando como base as premissas da ISO 50001.


O foco foi dado a equipamentos, máquinas, insumos energéticos ou processos identificados com maior potencial de redução de custo e consumo de energia em curto e médio prazo. Foram definidos quatro alvos prioritários: sistemas de iluminação, sistemas motrizes, sistemas térmicos e de refrigeração e sistemas de ar comprimido.


Paralelamente, foi realizada uma análise tarifária para verificação de possibilidade de ajuste no perfil consumidor e melhor enquadramento para redução de custos. Neste caso, a consultoria foi de 140 horas, divididas em quatro fases: identificação de usos finais e cargas alvo; coleta e análise de dados; apresentação da proposta de intervenção; e implementação de soluções e acompanhamento.


Ao final da fase piloto, os resultados médios das 48 empresas foram promissores, com redução média no consumo energético de 26,43 %. No total, a redução no consumo energético projetada foi de 12.103,5 MWh/a e retorno sobre o custo do programa foi de apenas 4,71 meses, uma média próxima à Fase 1 do B+P Manufatura Enxuta. Já o retorno da contrapartida da empresa foi de apenas 28 dias


Expansão Eficiência Energética


Para 2018 e 2019, estão previstos 300 atendimentos com recursos do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel). O total investido em cada empresa será de R$ 21 mil, sendo R$ 16,2 mil aportados pelo Procel e R$ 4,8 mil como contrapartida da empresa. A meta de ganho de eficiência energética é de, pelo menos, 10%.


Veja abaixo quais são os requisitos para participar da edição “Eficiência Energética” do B+P.


Critérios de seleção para atendimento do B+P Eficiência Energética:

- Produção manufatureira

- Pequeno e médio portes (entre 11 e 200 empregados)

- Preferencialmente inseridas em Arranjos Produtivos Locais (APLs)

- Apresentar custo significativo de energia na sua produção (conta de energia elétrica acima de R$ 20 mil /mês).


Setores contemplados:

- Alimentos – Cadeia do Frio (CNAE 10) – 80 vagas

- Têxtil – Produção de Fios e Tecidos (CNAE 13) – 31 vagas

- Transformados plásticos – Injeção e Extrusão (CNAE 222) – 58 vagas

- Cerâmica Vermelha - Blocos e Telhas (CNAE 234) – 60 vagas

- Cosméticos – Higiene Pessoal & Perfumaria (CNAE 206) – 18 vagas

- Metalmecânico – Ferramentarias (CNAE 25) – 53 vagas


As 300 vagas serão distribuídas em todo o Brasil, conforme desempenho dos estados no B+P Manufatura Enxuta (com pelo menos 5 atendimentos por estado).


Clique aqui e faça a inscrição da sua empresa.


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indicadores do programa


Em breve serão disponibilizados os indicadores do B+P Eficiência Energética.

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